Timão bate Azulão e já está nas semifinais

13 05 2008

O Corinthians foi à Ribeirão Preto enfrentar o São Caetano pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

Com a vantagem no primeiro jogo de 2 a 1, o Timão tinha a vantagem do empate, mas confirmou sua superioridade técnica e vai para as semifinais confiante.

O São Caetano teve o completo domínio da posse de bola no primeiro tempo inteiro.

Mas o time do ABC não conseguia finalizar uma bola sequer ao gol, sempre abusando das bolas aéreas que eram rebatidas pela bem postada defesa alvinegra.

As melhores chances da primeira etapa foram todas do Timão, aproveitando o bom toque de bola de Eduardo Ramos, os avanços de Carlos Alberto pela direita e as incessantes disputas de bola de Herrera contra os zagueiros azuis.

Apesar de sumido, Diogo Rincón perdeu um gol feito. Em boa jogada de Herrera pela direita, o argentino tocou pra Dentinho que rolou para Lulinha ajeitar para Rincón. O meia engatilhou o chute de frente para o goleiro, mas o tiro saiu mascado e foi à direita do goleiro Luiz.

Aos 26, Carlos Alberto foi à linha de fundo e tocou para Lulinha que chutou rente a trave, após desvio na zaga.

Na cobrança do escanteio, André Santos colocou na área, a defesa do Azulão ficou olhando e Chicão apareceu para, com a coxa, tocar para o gol. 1 a 0.

O jogo continuou o mesmo nos minutos seguintes: São Caetano com a posse de bola e Corinthians chegando com mais perigo.

O Timão ainda teve 2 boas chances no primeiro tempo, com Herrera, após bela jogada de Eduardo Ramos, e com Fabinho, após toque de Dentinho. Ambos chutaram por cima do gol.

Na volta para a segunda etapa, muitas faltas. Em uma delas, aos 5 minutos, frontal ao gol de Luiz após falta cometida por Galliardo em Dentinho.

André Santos fez uma cobrança perfeita no pé da trave sem chance para o goleiro. 2 a 0.

Após o gol, Pintado tirou um dos 3 zagueiros e colocou mais um atacante, fazendo o São Caetano avançar para o ataque. E Mano Menezes tirou Lulinha, cansado, e colocou Nilton para fortalecer a marcação, avançando Eduardo Ramos para o meio.

O nível técnico do jogo diminuiu bastante e o São Caetano não conseguia chegar. Quando finalizava, a bola ia parar sempre na arquibancada.

Aos 18 minutos, Eduardo Ramos e Carlos Alberto fizeram uma boa tabela e o lateral foi à linha de fundo pra cruzar para a área. Dentinho fechou no primeiro pau e foi travado no momento exato que finalizava de frente para o gol.

Após muitas faltas de ambos os lados, o Corinthians chegou ao terceiro gol.

Herrera fez excelente jogada pela direita, disputou corrida com o zagueiro e mesmo de frente para o gol, serviu Acosta, que entrou minutos antes, para completar para o gol. 3 a 0.

O Timão teve mais uma chance para ampliar com Nilton após bola sobrada na entrada da área, mas o primeiro chute foi travado pela zaga e o segundo passou por cima do gol.

Ainda teve tempo para o Azulão fazer seu gol de honra. Tuta foi lançado entre a zaga, William falhou no corte e o atacante, de frente para Felipe, tocou entre suas pernas. 3 a 1.

Agora o Corinthians aguarda o vencedor de Botafogo e Atlético-MG que se enfrentam no Engenhão nessa quarta-feira. O Galo seria um melhor negócio.

Destaques positivos: Carlos Alberto foi o melhor em campo. Chegando muito bem à linha de fundo, levou muito perigo ao gol adversário, sem desguarnecer a defesa. Herrera, mais uma vez, fez um partidaço. Com muita garra, disputava cada bola como se fosse final de Copa do Mundo e, apesar de não ter feito um gol, teve 90% de mérito no gol de Acosta. Eduardo Ramos também jogou muito bem, apesar de alguns erros de passe no final da partida. Marcou bem e deu mais qualidade para saída de bola.

Destaques negativos: Dentinho, apesar de não ter ido mal hoje, está faltando objetividade e, principalmente, gols. William, apesar de seguro na defesa, falhou no gol do Azulão e tomou um cartão amarelo sem necessidade.

Em tempo: 21.437 pagantes. Renda: R$ 613.265,00.





Brasileirão Série B – 2ª rodada

13 05 2008

Nessa terça-feira, a segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série B começa com 2 jogos às 20h30, ambos em São Paulo.

Aqui está a tabela da rodada e meus palpites marcados em azul.

2ª RODADA
HORA JOGO ESTÁDIO CIDADE
Terça-feira, 13 de maio
20h30 Marília x Grêmio Barueri Abreuzão Marília
20h30 Santo André x Brasiliense-DF Bruno José Daniel Santo André
Sexta-feira, 16 de maio
20h30 Ponte Preta x Bragantino Moisés Lucarelli Campinas
20h30 Juventude x Criciúma Alfredo Jaconi Caxias do Sul
20h30 Vila Nova-GO x Ceará Serra Dourada Goiânia
Sábado, 17 de maio
16h00 Gama x Corinthians Boca do Jacaré Taguatinga
16h00 CRB x São Caetano Rei Pelé Maceió
16h00 Fortaleza x Paraná Clube Castelão Fortaleza
16h00 América-RN x Bahia Machadão Natal
20h30 Avaí x ABC Ressacada Florianópolis




Boca grande

13 05 2008

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por Carlos Gil

Nos últimos anos tem sido assim. Os adversários cruzam os dedos no dia do sorteio das chaves. Depois, fazem as contas, analisam a tabela e secam. Como secam. E não tem jeito. Dando espetáculo ou, o que é mais comum, bafejado pela sorte lá está o Boca Juniors nas oitavas, nas quartas, nas semis…Lá está o Boca, guloso, sempre querendo mais uma Copa.

O rival Independiente tem o recorde de títulos da Libertadores. Sete. Não vai durar muito. Entre 2000 e 2007 foram quatro taças e um vice-campeonato do Boca, que já soma seis conquistas. E já há quem aponte os “Xeneizes” como favoritos a mais um caneco sul-americano (falando nisso, eles ainda faturaram o bi da Copa Sul-Americana em 2004 e 2005).

Os clubes brasileiros são politraumatizados. Caíram diante dos argentinos, em diferentes momentos e competições, Palmeiras, Santos, Paysandu, Flamengo, Vasco, Corinthians, Internacional, Grêmio, Cruzeiro e por aí vai. Por que ? Porque o Boca é grande. Não no senso mais comum do que é chamar um clube de grande. Grandes são todos os que citei. O Boca é grande no pensar e no agir. Acredita nisso e faz por onde.

museo.jpgO time foi campeão argentino de 1981 com Maradona no elenco, mas não manteve o (pseudo) torcedor por muito tempo (esse “pseudo” explico no P.S. lá embaixo). Atravessou grave crise financeira e jejum de conquistas entre os anos 80 e início dos 90. Viu o River Plate armar um esquadrão que foi tricampeão nacional e levou a Libertadores de 96. O troco foi armado com paciência e planejamento.

Mauricio Macri é um milionário. Mas não um “millonario”. Torcedor do Boca e não do River. Com pretensões políticas que viriam a se concretizar no futuro – é prefeito de Buenos Aires atualmente – começou a investir no clube do coração. Na vida pública esteve envolvido em um escândalo de contrabando, mas nada foi provado. Tipicamente latino-americano.

Na vida clubística, transformou a marca Boca Juniors. Ajudou a construir a imagem de gigante das Américas. O estádio foi minimamente reformado. Um museu bacana foi instalado. Bons jogadores revelados na base. Contratações feitas com critério. Macri tirou do Vélez o responsável por levar o clube mediano ao título mundial. E, com Carlos Bianchi, começou a ser montado o Boca Grande.

O clube fechou contrato com uma grande fornecedora de material esportivo, explorou a popularidade com inteligência, fez da Bombonera, ao mesmo tempo, caldeirão e ponto turístico. As camisas azuis e amarelas se espalharam pelo continente, o nome também.

Hoje, enfrentar o Boca é motivo de calafrios. O estádio dá medo. A torcida é exemplo do que é a tal “paixão” dos argentinos. O Riquelme é o maior craque da América do Sul. O time é favorito em qualquer campeonato que dispute. Parte disso é verdade.

estoesboca.jpg

O Boca não é imbatível. O estádio é um alçapão, mas não o único. Muitas outras torcidas são tão apaixonadas quanto. O Riquelme nunca desequilibrou em uma Copa do Mundo (embora seja um craque, é inegável). O time perdeu títulos locais para Estudiantes, San Lorenzo e Lanús recentemente.

O que fica disso ? O Boca é extremamente competente em vender sua imagem. Tem um dirigente que usa o clube para seus vôos políticos mas o clube decola com ele. Todos acreditam que o Boca é Enorme. E, principalmente, o Boca acredita nisso. Quando um rival se apequena, fica mais fácil engoli-lo. E a boca engole.

P.S.: O Independiente é o time de infância de Diego Armando Maradona. Lá pelas bandas portenhas há testemunhas. Mas ele vai negar. Ele também acredita que nasceu “bostero”.

Para fechar, coloco aqui uma frase escrita no blog do Lédio Carmona pelo “jacare_argentino”:
“Hay que ser brasileño para sentir toda la sobrecarga emocional que representan la Bombonera y Juan Román Riquelme.”

(fonte: Jogo Aberto)