Por Gustavo Zupak
Corintianos desse planeta, confraternizai-vos.
O dia 28 de Maio de 2008, que na verdade só terminou no dia 29, entrou para a história dos momentos mais emocionantes na galeria do Sport Club Corinthians Paulista.
Reverter a vantagem do Botafogo não era a tarefa mais impossível do mundo. O time paulista não é muito pior que o carioca.
A força da Fiel Torcida, que garantiu o recorde de público no estado de São Paulo, fez a sua parte.
Empurrou, incessante e intermitente.
Ecoou e fez do Morumbi o quintal de sua própria casa.
A grande dificuldade do Corinthians foi controlar sua ansiedade, dominar suas aflições, e taticamente falando, por a bola no chão.
Fez 1 a 0 em tabelinha platina (Herrera e Acosta) e viu um de seus principais jogadores falhar no gol de empate. Felipe, herói de outrora, entregou o outro e o Bota empatou.
Chicão ainda fez o segundo, de falta, em falha de Castillo, e levou o jogo para as penalidades.
Troca-se estratégia por destino.
Troca-se tranquilidade por adrenalina.
Troca-se técnica por coração.
Razão por emoção.
Entrega-se aos deuses toda a sorte que existe no mundo.
Nesse momento crenças se unem, etnias se misturam, inimigos se abraçam, tudo em busca de um objetivo comum: o CORINTHIANS.
E por se tratar justamente desse elemento chamado CORINTHIANS, as coisas são mais fáceis de se explicar e ao mesmo tempo inexplicáveis.
Todos sabem que para o Timão, tudo é mais difícil, tudo é na base do sofrimento. Mas o que não se compreende é o PORQUE disso tudo? Porque esse masoquismo em branco e preto castiga e apaixona tanta gente?
Fato é que após nove cobranças, Felipe, se redimindo da falha anterior, saltou, voou e defendeu a cobrança de Zé Carlos.
Corinthians na final da Copa do Brasil. Em busca do tri, já venceu em 1995 e 2002.
O estádio veio abaixo.
Todos os sentimentos do mundo estavam unidos e entrelaçados.
A cidade parou para ver o Corinthians superar suas limitações e provar que grandeza não se mede em DIVISÃO. Se mede em DECISÃO.
Transpiração que sobressai a qualquer tipo de lógica plausível.
O Corinthians nasceu para contrariar toda espécia de teoria.
Só quem é sabe o que é.
E ponto final
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Com a vitória de 2 a 0 na Ilha do Retiro, o Sport foi para São Januário com uma ótima vantagem.
E a alteração deu certo. Aos 6 minutos, Chicão lança Herrera na direita que faz uma linda jogada, invade a área e encontra Acosta livre para empurrar para o gol. 1 a 0.