Barbárie no Canindé não pode ficar impune

26 08 2009

Estarrecedores os acontecimentos relatados pelo ténico Renê Simões, da Portuguesa, sobre o ocorrido no Canindé após a derrota da Lusa por 2 a 1 para o Vila Nova.

Renê é um cara sério, jamais inventaria que o vestiário foi invadido por pessoas armadas que foram cobrar alguns jogadores.

A diretoria da Portuguesa tem gente séria, o clube tem dirigentes historicamente sérios, apaixonados e comprometidos, gente educada, trabalhadora. Isso é coisa pré-histórica, cavernosa.

A Lusa sempre foi um time simpático, querido por todos. Vive uma fase complicada, mas nada justifica que um profissional seja ameaçado por revólveres em seu local de trabalho.

Certos torcedores mais atrapalham do que ajudam. A Portuguesa é muito maior do que esses que protagonizaram a barbárie de terça-feira no Canindé.

O clube não pode se apequenar diante desse fato.

do blog do Noriega





Você sabia?

21 08 2009

do Blog do Paulinho

O blog realizou algumas pesquisas e encontrou curiosidades sobre a gestão “business” do delegado investigado pelo DETRAN, Mario Gobbi, diretor de futebol do Corinthians.

Leia com atenção e tire suas conclusões.

Você sabia que:

- André Vinicius de Oliveira, filho de André Negão, da equipe de base do clube, possui dois registros na Federação Paulista de Futebol?

Os números são: 281307 e 328285.

Uma delas, como “profissional”, a outra “a definir”.

Por que será?

- Bruno Octávio, recebe ainda R$ 40 mil mensais do Corinthians, e é registrado na FPF, pelo clube, com o número 171707?

- Denis, aquele lateral direito, contratado junto ao Santos, tem contrato até 08/2011, e recebe R$ 53 mil mensais?

- Moradei, aquele, recebe R$ 35 mil, e tem contrato assinado até 05/2012?

- Diogo recebe R$ 100 mil para ficar na reserva?

- Coelho, aquele, teve seu vínculo encerrado com o Corinthians, registrado na FPF sob nº 171587, apenas no mês passado?

E que por ele recebia R$ 70 mil?

- Edu retornou ao clube ganhando R$ 130 mil?

- Marcelo Mattos, que já está fora do clube há anos, e que tem como padrinhos de casamento, Andres Sanches e Kia Joorabchian, ainda tem inscrição ativa na FPF, sob nº 220112? Por que será?

- Paulo André, novo zagueiro alvinegro, desconhecido de todos, foi inscrito com o salário de R$ 75 mil?

- Bill, aquele que fez a Fiel sentir falta de Souza, tem contrato até 07/2012, recebendo R$ 31,5 mil?

- Morais,  que nunca se firma na equipe, assinou até 06/2012, recebendo R$ 130 mil?

- Eduardo Ratinho possui registro de nº 238640 a FPF, pelo qual recebe R$ 40 mil?

Não é a toa que a dívida só aumenta…





Um giro pela 20ª rodada

20 08 2009

7068estadio

O segundo turno começou nessa quarta-feira com grandes jogos por todo o Brasil.

Em Curitiba, o Coritiba bateu o líder Palmeiras por 1 a 0 através de um pênalti duvidoso. Mesmo assim, conseguiu parar o ataque palmeirense, que jogou sem Diego Souza, e começar uma possível crise no Verdão após 4 jogos sem vencer.

No Morumbi, o São Paulo continuou sua incrível reação e venceu mais uma. Dessa vez a vítima foi o fraco Fluminense que cada vez mais se afunda no rebaixamento. Com um belo gol de Richarlyson, o tricolor paulista ainda pôde contar com a volta do seu líder e capitão Rogério Ceni, que pouco foi exigido. Foi a sétima vitória seguida do atual tricampeão brasileiro.

No Beira-Rio, o Inter recebeu o rival Corinthians, todo desfalcado, e perdeu por 2 a 1 para o alvinegro, que chega a sua segunda vitória seguida. Com gol de Jean (ao meu ver foi de Chicão) e Jorge Henrique, o Timão chegou à sexta colocação e volta a se aproximar dos líderes. Já o Inter, parou sua escalada na tabela e perdeu a segunda partida em casa. Detalhe: os 3 gols da partida foram irregulares.

Nas outras partidas do dia, o Vitória bateu o Atlético-PR por 2 a 1, o Botafogo foi surpreendido em casa pelo Santo André e perdeu por 2 a 1. O Santos sofreu, mas venceu o Grêmio na Vila por 1 a 0 e o Barueri bateu o último colocado Sport em casa também por 2 a 1.

Na quinta-feira, os últimos 3 jogos da rodada.

O Flamengo recebeu o Cruzeiro e viu o atual vice-campeão da Libertadores virar o jogo e fazer 2 a 1 em pleno Maracanã. Crise na Gávea.

O Goiás foi aos Aflitos encarar o Náutico para assumir a liderança do campeonato. Mas foi surpreendido e perdeu por 2 a 0.

E o Galo recebeu o embalado Avaí no Mineirão. Fez o que tinha que fazer: abriu 2 a 0. Mas o time pecou na marcação e viu o time catarinense empatar a partida e mais uma grande atuação de Muriqui.





Matías Defederico

13 08 2009

O Corinthians está prestes a fechar com um promissor jogador sul-americano.

Matias Defederico é um meia-atacante de 20 anos, argentino, revelado pelo atual vice-campeão argentino Huracán.

Veloz, habilidoso, driblador objetivo, será uma ótima aposta para o atual campeão do Brasil.

Vi alguns jogos do Huracan nessa temporada e Matias realmente tem tudo pra se tornar, um dia, titular da Seleção Argentina.

Diferente do tão sonhado Riquelme, é um jogador regular, aparentemente possui bom comportamento em campo e ótimo relacionamento de grupo.

No último turno do campeonato argentino fez 5 gols e deu passe pra outros 10.

Aliás, o Huracan só não foi campeão do Clausura porque foi assaltado na final contra o Velez.

O comentarista do SporTV Manolo Epelbaum disse o seguinte sobre o garoto: “O Corinthians vai contratar um garoto audacioso, técnico e que olha para a bola como um prato de comida.”

E como analisou Lédio Carmona no seu blog Jogo Aberto, essa gana faz Defederico lembrar Tevez. Seu drible curto remete a Javier Saviola, sem a preguiça do meia do Benfica. Não tem nada a ver com Lionel Messi. Aí, já é delírio de imprensa argentina e, claro, da brasileira. Na verdade, Matías Defederico tem estilo próprio. E joga muito.

O acerto está muito próximo e o jogador deve desembarcar na próxima semana.

Vamos torcer para que o garoto mostre que realmente é mais um talentoso argentino passeando pelos campos brasileiros.





Renascido do Inferno

13 08 2009

pinhead

Muitos imaginaram que o atual tricampeão estava morto, inclusive eu.

Jogando um futebol apático desde o início do ano, o tricolor paulista sucumbiu diante do forte Corinthians de Ronaldo nas semifinais do Campeonato Paulista.

Em seguida, caiu nas quartas-de-final da Libertadores não resistindo ao bom time do Cruzeiro que chegaria ao vice-campeonato do torneio.

Aliás, só chegou às quartas devido à epidemia da gripe suína que acabou tirando os times mexicanos do torneio e não precisou jogar contra o perigoso Chivas de Guadalajara.

Voltou suas atenções ao Campeonato Brasileiro e continuou caindo pelas tabelas.

Até que a diretoria tomou a decisão mais difícil dos últimos tempos: demitiu o excelente Muricy Ramalho.

Pra completar, no fim de semana seguinte, perdeu para o rival Corinthians novamente no Pacaembu.

A imprensa pegou no pé do São Paulo como há tempos não pegava.

Principalmente quando anunciaram a contratação do inexperiente Ricardo Gomes.

Mas o que parecia o prenúncio do caos, começou a virar sonho pra qualquer torcedor tricolor.

O time começou a encontrar seu futebol. Não da mesma maneira que antes, mas começou a jogar mais compactado.

Dagoberto voltou a mostrar o futebol que jogava no Atlético-PR.

Mesmo sem o líder Rogério Ceni, Dênis e Bosco se revezaram no gol e não comprometeram.

Hernanes começou a reencontrar a sua qualidade, mesmo que ainda continue devendo muito.

Borges e Washington continuam marcando gols.

Junior Cesar melhorou consideravelmente.

Ricardo Gomes deu sua cara ao time.

E o São Paulo já é o quinto colocado, pois venceu 6 jogos dos últimos 7 disputados.

O Palmeiras é líder? Sim. E com méritos.

O Inter está muito bem colocado mesmo com 2 jogos a menos? Claro que sim.

Mas é bom abrirem o olho, porque o campeão renasceu do inferno.





A falta de uma política esportiva

4 08 2009

Ao mesmo tempo em que o Brasil perde tempo e milhões de reais para tentar ser sede de uma Olimpíada e discute o gasto de bilhões para reformar/construir estádio para a Copa, um brasileiro-exceção está nas capas de todos os jornais e portais, nas escaladas dos telejornais e nos noticiários das rádios: César Cielo.

Exceção porque não joga futebol nem vôlei, esportes em que o Brasil é elite.

Exceção porque fruto do talento pessoal, do sacrifício da família, do esforço sem limites para superar a deficiência de um país que se recusa a estabelecer uma política esportiva que permita criar muitos Césares, Gugas, Daianes, Maurrens…

Claro que acontecerá uma visita ao Presidente – com seu ministro do Esporte sorridente ao lado. Tapinhas nas costas, milhares deles, de cartolas e de oportunistas de plantão.

Mas a família Cielo sabe bem o trabalho que deu transformar César em campeão olímpico em Pequim e agora campeão e recordista mundial em Roma.

A formação desde criança, os gastos com a preparação, o envio par ao exterior, a separação dolorida, treinos, treinos e mais treinos com um dos melhores preparadores do mundo num dos centros mais importantes do planeta para nadadores de velocidade.

Os dirigente das confederações querem sempre mais dinheiro e nunca o esporte brasileiro recebeu tanto, porque o governo (este e os anteriores) decidiu que o investimento oficial tem de ser no esporte de alto rendimento.

Criou leis de renúncia fiscal para que as empresas usem o que recolheriam em impostos para patrocinar equipes esportivas. Mas não exige, em contrapartida, que estas empresas gastem em escolinhas de esportes nas periferias, por exemplo. Ou no aparelhamento de centros esportivos que receberiam os milhões de crianças.

A política do governo é determinar que companhias estatais como Correios, Banco do Brasil, Petrobrás, Eletrobrás, Caixa Econômica Federal gastem verbas cada vez maiores para bancar seleções de diversas modalidades, sempre no alto da pirâmide.

Não seria muito melhor usar esse dinheiro para o aparelhamento de escolas públicas para que os professores tivessem mínimas condições de ministrar aulas de educação física, de iniciação esportiva?

O Brasil praticamente abandonou a matéria nas escolas – ou elas figuram na grade virtualmente, porque não há bolas, redes, quadras, colchões, equipamentos.

O esporte brasileiro deveria começar na escola, na infância, como, aliás, já aconteceu no passado.

Não só porque contribuiria para a formação de uma população mais saudável e educada, mas também para garimpar os talentos esportivos que seriam encaminhados para centros de formação mais específicos, até chegarem ao alto rendimento.

A cultura esportiva adquirida nos bancos escolares agiria ainda como formadora de público, para que nossos ginásios não ficassem às moscas – o brasileiro, em geral, não gosta de esporte, gosta de vitória.

E só se aprecia uma modalidade quando se conhece a mecânica do jogo, as regras. Cultura esportiva deveria ser adquirida na escola.

O dinheiro que se gastou com as colossais arenas do Panamericano não estaria mais bem aplicado nas escolas?

O que consome (de novo!) o projeto para, provavelmente, não conseguir a Olimpíada, não traria mais benefícios em centros de formação?

As verbas das empresas estatais não trariam mais resultados, se difundissem o esporte nas periferias mais longínquas do País?

Dá orgulho de ver Cielo chorar no pódio, claro.

É bom ver surgir Felipe França, que ninguém conhecia.

É bom saber que temos o melhor ginasta do solo, Diego Hipólito, como já tivemos Daiane.

Foi bom ganhar roland Garros com Guga.

Que alegria ver a força feminina de Maurren Maggi, campeã olímpica.

Mas com uma política de esportes de verdade, competente, essas gostosas sensações se repetiriam a cada final de semana, a cada competição internacional, em muito mais modalidades.

Hoje, continuamos vibrando com as exceções, esperando que um talento natural tenha um pai disposto a gastar muito e fazer muito sacrifício para dar ao Brasil mais um camepeão – e não é por acaso que os pais chora tanto quanto os filhos na hora da premiação. Eles também são campeões.

– Milton Leite, narrador do SporTV para o Jornal O Estado de São Paulo do dia 02/08/2009.